quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Principais Deuses Romanos

 Esculápio- Deus da medicina.

 Plutão- Deus submundo e das riquezas dos mortos.

 Netuno- Deus dos mares

 Minerva- Deusa da sabedoria.

 Mercúrio- Deus mensageiro.

 Marte- Deus da guerra e Vènus- deusa da beleza e do amor.

 Júpiter-  Deus dos Deuses, senhor do universo e Juno- esposa de Júpiter, Deusa da força vital, Deusa dos Deuses.

 Fortuna- Deusa da riqueza e da sorte.

 Diana- Deusa da caça, muitas vezes relacionada com os ciclos da lua.

 Cupido- Deus do amor

 Baco - Deus do vinho, do lazer e do prazer.



Principais Imperadores Romanos

Lista dos principais imperadores romanos do Ocidente, governantes do Império Romano.


Nome: Otávio Augusto (primeiro imperador de Roma)
Local de Nascimento: Roma
Reinado: 27 a.C a 14

Nome: Tibério
Local de Nascimento: Roma
Reinado: 14 a 37

Nome: Calígula
Local de Nascimento: Anzio - Itália
Reinado: 37 a 41

Nome: Cláudio
Local de Nascimento: Gália (região da atual França)
Reinado: 41 a 54

Nome: Nero
Local de Nascimento: Anzio - Itália
Reinado: 54 a 68

Nome: Vespasiano
Local de Nascimento: Falacrina - Itália
Reinado: 69 a 79

Nome: Tito Flávio
Local de Nascimento: Roma
Reinado: 79 a 81

Nome: Domiciano
Local de Nascimento: Roma
Reinado: 81 a 96

Nome: Trajano
Local de Nascimento: Italica, Hispânia Baetica (província romana) - atual Santiponce - Espanha)
Reinado: 98 a 117

Nome: Adriano
Local de Nascimento: Hispânia Baetica
Reinado: 117 a 138

Nome: Antonio Pio
Local de Nascimento: Lanuvio - Itália
Reinado: 138 a 161

Nome: Marco Aurélio
Local de Nascimento: Ucubi (Hispânia Baetica)
Reinado: 161 a 180

Nome: Cômodo
Local de Nascimento: Lanúvio - Itália
Reinado: 177 a 192

Nome: Septímio Severo
Local de Nascimento: Leptis Magna (província romana da África)
Reinado: 193 a 211

Nome: Caracala
Local de Nascimento: Gália (atual França)
Reinado: 198 a 217

Nome: Alexandre Severo
Local de Nascimento: Arca Caesarea - Judéia
Reinado: 222 a 235

Nome: Filipe, o árabe
Local de Nascimento: Shahba - Síria
Reinado: 244 a 249

Nome: Décio
Local de Nascimento: Budalia - Panônia
Reinado: 249 a 251

Nome: Valeriano I
Local de Nascimento: desconhecido
Reinado: 253 a 260

Nome: Galiano
Local de Nascimento: desconhecido
Reinado: 253 a 268

Nome: Póstumo
Local de Nascimento: Gália (atual França)
Reinado: 260 a 269

Nome: Cláudio II
Local de Nascimento: Mésia
Reinado: 268 a 270

Nome: Aureliano
Local de Nascimento: Dácia
Reinado: 270 a 275

Nome: Tácito
Local de Nascimento: Interamna - Itália
Reinado: 275 a 276

Nome: Próbo
Local de Nascimento: Panônia
Reinado: 276 a 282

Nome: Diocleciano
Local de Nascimento: Dalmácia
Reinado: 284 a 305

Nome: Maximiano
Local de Nascimento: Panônia (atual Sérvia)
Reinado: 286 a 305

Nome: Galério
Local de Nascimento: Dácia Aureliana
Reinado: 305 a 311

Nome: Constantino I
Local de Nascimento: Naissus
Reinado: 307 a 337

Nome: Licínio
Local de Nascimento: Moésia
Reinado: 308 a 324

Nome: Constâncio II
Local de Nascimento: Panônia
Reinado: 337 a 361

Nome: Juliano
Local de Nascimento: Constantinopla
Reinado: 361 a 363

Nome: Valentiniano
Local de Nascimento: Panônia
Reinado: 364 a 378

Nome: Graciano
Local de Nascimento: Panônia
Reinado: 367 a 383

Nome: Valentiniano II
Local de Nascimento: Mediolanum - Itália
Reinado: 375 a 392

Nome: Teodósio I
Local de Nascimento: Hispânia
Reinado: 379 a 395

Dez incríveis curiosidades sobre os Antigos Romanos

1 – Os antigos romanos tinham algumas práticas medicinais bem insanas; uma delas era a crença de que o sangue dos gladiadores podia curar a epilepsia. Eles depositavam tanta fé nesse poder curativo, que, quando um gladiador morria e seu corpo era retirado da arena, os vendedores ofereciam o sangue dele  ainda quente para a multidão. Por volta do ano 400, quando os combates de gladiadores foram proibidos, as pessoas voltaram-se para o sangue dos criminosos executados.
gladiador
2 – Na Roma Antiga, os canhotos eram considerados azarados e não confiáveis. A palavra sinistro, que em nossa língua usamos geralmente em associação com algo negativo,  na verdade vem do latim e seu significado original era "a esquerda". Com o tempo, a superstição associada às pessoas canhotas, transformou a palavra no termo ideal para definir coisas indesejadas. Gladiadores canhotos, entretanto, eram considerados especiais. A vantagem deles é que eram treinados para lutar com destros, mas seus adversários não estavam acostumados a serem abordados por lutadores sinistros, ficando mais vulneráveis a um ataque da mão esquerda. Quando o combate envolvia um gladiador canhoto, essa característica era realçada nos anúncios da luta.

3 – Pecunia non olet significa "dinheiro não tem cheiro". Esta frase foi cunhada como resultado do imposto sobre a urina cobrado pelos imperadores romanos Nero e Vespasiano. As classes mais baixas da sociedade romana urinavam em potes que eram esvaziados em fossas públicas. Então, a urina era recolhida e servia como valiosa  matéria-prima para uma série de processos químicos: era usada no curtimento do couro, como fonte de amoníaco para limpar e branquear lã, e, segundo relatos isolados, a urina pode ter sido utilizada até mesmo como um clareador de dentes. Quando o filho de Vespasiano, Tito, queixou-se sobre a natureza repugnante do imposto, seu pai mostrou-lhe uma moeda de ouro e proferiu a famosa frase. Esta sentença é usada ainda hoje para mostrar que o valor do dinheiro não está contaminado por suas origens. 

4 – Os romanos eram um povo muito limpo ( apesar de beberem sangue de gladiadores e clarearem os dentes com urina ). Eles se banhavam regularmente em banhos públicos. Em Roma, existia duas fontes principais de água: água de alta qualidade para beber e de qualidade inferior para o banho. No ano 600 antes de Cristo, o rei Tarquínio Prisco decidiu construir um sistema de esgoto sob a cidade. O sistema que escoava para o rio Tibre, se mostrou tão eficaz que  permanece em uso até hoje ( logicamente, agora está conectado à moderna rede de esgotos).  O sucesso, de fato foi tão grande, que logo foi imitado em todo o Império Romano.

canem
5 – Os romanos usavam cães de guarda para proteger as casas. E não é só isso: eles também foram pioneiros no uso do aviso "Cuidado com o Cão", conforme mostra a imagem acima.

6 – Diferente da crença popular, não era com o polegar que o imperador indicava qual o veredicto de um gladiador derrotado. O imperador mostrava a mão aberta ou fechada. Quando aberta significava: "Poupe a vida dele" e fechada: "Mate-o". Se um gladiador matasse seu oponente antes da permissão imperial, ele seria levado a julgamento por assassinato, já que somente o imperador tinha o direito de condenar um homem à morte.

7- Em Roma havia muitas profissões extravagantes, o planejador de orgias era uma delas. Esse interessante profissional se encarregava de organizar as festas para os ricaços da cidade. Ele providenciava a comida, a bebida, os músicos, a hospedagem para os convidados; e, é claro, ele contratava  prostitutas para a festinha. A desvantagem do trabalho é que a profissão não era muito bem vista por alguns membros da sociedade, especialmente por aqueles que nunca foram convidados para as orgias. 

8 – Para restaurar as bases morais do matrimônio e coibir comportamentos escandalosos, o imperador Augusto promulgou no ano 17 antes de Cristo a Lex Iulia de Adulteriis Coercendis. Nesta lei, se o marido flagrasse a mulher com outro homem, ele podia matar o amante da esposa e estava obrigado a divorciar-se dela, caso contrário ele seria acusado de lenocinum, ou seja: consentimento ao adultério cometido pela mulher. Ademais, o marido traído podia reter o amante da esposa por 20 horas, para que ele testemunhasse o fato vergonhoso. Nessa longa espera, era costume sodomizar o pobre coitado usando um rábano, um escravo núbio ( por razões que você deve imaginar ), ou pelo próprio marido enganado. Conclusão: era preciso pensar mil vezes antes de pular a cerca.

nero

9 – Todos nós conhecemos a imagem do imperador Nero tocando harpa enquanto Roma agoniza em chamas, contudo isso não passa de folclore. A maioria do historiadores modernos concorda que Nero não se encontrava em Roma quando o fogo começou, ele estava em Antium e assim que soube do desastre, retornou à Roma para organizar o combate ao incêndio e o socorro às vítimas. Contudo, Tácito nos conta que o povo procurava um bode expiatório e espalhava o boato de que Nero havia posto fogo na cidade. Então, o imperador para livrar a própria pele, lançou a culpa em uma seita sem muita importância: os cristãos. Eles foram jogados às feras, crucificados, queimados vivos, entre outros martírios que fogem à nossa compreensão.

10 – Por mais exótico que possa parecer, havia uma íntima colaboração entre os padeiros e as prostitutas na Roma Antiga. Os padeiros eram fornecedores das Aelicariae, prostitutas que trabalhavam no pátio dos templos e que, além dos favores sexuais, vendiam pequenos bolos feitos na forma da genitália masculina ou feminina. A maioria dos padeiros também alugava quartos em seus porões para as meretrizes, mas, uma vez que estas instalações eram frequentemente invadidas por fiscais à procura de  prostitutas não licenciadas, quem frequentava esses lugares tinha que  entrar e sair o mais rápido possível. Eis aí a origem da famosa "rapidinha".



Filmes sobre o Império Romano

BOM FILME!

1.  Gladiador (no ano de 180 d.C., o general romano Maximus - Russel Crowe é o favorito do imperador Marco Aurélio para sucedê-lo, mas o filho natural deste, Commodus - Joaquin Phoenix - mata o pai, assume o trono e manda matar a família do general, que acaba tornando-se escravo e voltando à oma como gladiador no Coliseu, em busca de vingança contra o novo imperador. o roteiro aproveita alguns personagens reais, mas é uma ficção. dirigido por Ridley Scott, ganhou cinco Oscars, incluindo filme e ator) 

2.  Spartacus (um homem nascido escravo - Kirk Douglas - é comprado por um negociante que o treina para ser gladiador. após uma batalha no Coliseu, ele se revolta e acaba por liderar uma grande revolta de escravos, que abala todo o Império. baseado em vários personagens reais, mas que viveram em épocas diferentes. um épico de 1960, que virou clássico. dirigido pelo jovem Stanley Kubrick, ganhador de quatro Oscars)

3 Ben Hur (na Jerusalém da época de Cristo, um influente mercador e príncipe judeu, Judah Ben-Hur - Charlton Heston - é traído por seu amigo - e provável amante - de infância, agora chefe das legiões romanas na região por divergências políticas - ele recusa a dar os nomes de judeus contrários a Roma e é tornado exemplo. enviado para ser escravo nas galés, ele passa por provações, mas sobrevive e retorna para vingar-se. ganhador de 11 Oscars, é um dos grandes épicos de Hollywood)

4.  Satyricon (na Roma do século I, dois amigos disputam a posse de um garoto, que acaba escolhendo um deles, levando o outro ao quase suicídio do qual é salvo por um terremoto. descrição livre e um tanto lisérgica de Federico Fellini da vida no império romano, com cores saturadas e muita polêmica)

5 Júlio César (adaptação de 1953 da peça de William Shakespeare, sobre o patrício e senador romano - Marlon Brando - que tornou-se um ditador e vítima de um complô que leva ao seu assassinato pelos próprios senadores, o que precipita o fim da república e início do império. o texto é genial e a direção de Joseph L. Makiewicz bastante eficiente)

6.  A Águia da Legião Perdida (no ano de 140 d.C., um jovem centurião - Chaning Tatum - chega às montanhas da Escócia para investigar o desaparecimento 20 anos antes de uma legião inteira, comandada por seu pai, e tentar recuperar a águia, que era o símbolo do domínio de Roma. uma boa aventura sandália-espada, informativo e interessante)

7 A Queda do Império Romano (quando o imperador Marco Aurélio chama seus generais para a Alemanha onde pretende declarar a Pax Romana - um longa trégua com as colônias -, seus filhos natural e adotivo disputam sua sucessão. o intempestivo filho natural Commodus com a ajuda de um adivinho, apressa a morte do pai com uma maçã envenenada e assume o trono, levando o Império à sua decadência. um grande épico e um relativo fracasso de público e crítica)

8.  Quo Vadis? (depois de três anos em batalhas, o general Marcus Vinícius volta à Roma e conhece a bela cristã Lívia - Deborah Kerr -, por quem se apaixona, mas não é correspondido. ela é filha adotiva de um general aposentada e, portanto, tecnicamente uma refém de Roma. o general então vai até o imperador Nero e pede a ele a posse da moça como prêmio por seu trabalho. ela fica contrariada, mas acaba apaixonando-se também e, com ele enfrentando  o ambiente hostil provocado pela loucura de Nero)

9.  Cleópatra (Cleópatra VII - Elizabeth Taylor - foi a última rainha do Egito, descendente do general grego Ptolomeu. ela tem um filho com o ditador romano Júlio César - Rex Harrison -, o que lhe garantiu a permanência no trono egípcio. após o assassinato de César, ele se torna amante de Marco Antônio - Richard Burton -, que a protege, mas sua autonomia fica em risco com a disputa entre este e o imperador Octávio. uma das produções mais caras da história do cinema. tornou o casal Taylor/Burton ícone do cinema)

10 Alexandria (no Egito ainda dominado pelos romanos, entre os anos de 355 e 415, vive a filósofa e professora de matemática e astronomia Hipátia - Rachel Weisz. neste ambiente onde a cultura e a ciência prosperam freneticamente, surgem os primeiros confrontos entre os pagãos - descendentes das culturas greco-romana -, os cristãos e os judeus, onde os governantes do Império procuram manter-se neutros. até que os 'talebãs' cristãos acabam por se impor, destruindo a maravilhosa biblioteca e jogando trevas no conhecimento humano, o que viria a perdurar por toda a idade média. um dos momentos mais marcantes e mais tristes da história da humanidade e do fim do Império Romano. um filme corajoso de Alejandro Amenábar)

Origem de ROMA


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Culinária Romana Antiga

Nos tempos da Roma antiga o acesso aos alimentos era extremamente difícil para as classes menos favorecidas. A análise e descrição da alimentação nos tempos de Roma devem ser feitas segundo as classes sociais. Para as classes mais pobres, tais como campesinos, soldados em batalha e a plebe das cidades, a alimentação básica era fria e crua, constituída por cereais e vegetais. Uma refeição fina para esta população seria representada por um prato quente (como um cozido), ainda que isto ocorresse raramente. As favas, lentilhas e hortaliças eram a base da cozinha diária. Um dos maiores problemas enfrentados pelos governos era a manutenção de um sistema de abastecimento de gêneros alimentícios para o povo, pois o abastecimento era irregular. Os nobres alimentavam aqueles que o serviam, como escravos e atendentes. Mas era o governo quem distribuía para o povo o trigo, o óleo, e às vezes as carnes de porco, quando as dificuldades eram maiores. As carnes vermelhas poderiam eventualmente ser consumidas pela plebe, mas os animais domesticados deveriam ser abatidos somente em cerimônias religiosas, o que dificultava o acesso a esses alimentos. Um dos hábitos dos ricos era servir animais inteiros assados, como leitões, javalis, cabritos e cordeiros, o que demonstrava seu poder e riqueza.
Entre o povo as refeições eram tomadas a sós, pois as casas não tinham suficiente espaço para acomodar convidados ou toda a família. A alimentação não era um hábito social de convivência. Já entre os ricos, os jantares eram compartilhados entre convivas, que eram fartamente brindados com pratos variados. Embora existam registros de que nos banquetes eram servidos desde pratos bem populares até as mais finas iguarias, em uma confusão generalizada de comidas, é certo também que, entre os mais ricos, já havia o hábito de se dividir o jantar (cena) em etapas ― as entradas (gustatio), os pratos principais (primae mensae ― carnes vermelhas ou peixe), pratos secundários (secundae mensae ― pães, lingüiças, morcelas, queijos, caracóis e mostarda) e as sobremesas (nozes, bolo com mel e frutas). Os romanos se alimentavam sentados à mesa, e a comida era geralmente levada à boca com as mãos. Já existiam copos de vidro, potes pintados à mão, potes de bronze, prata e até de ouro. Facas e colheres também eram fabricadas de ferro ou bronze, muitas vezes com cabos de ossos ou madeira, não sendo, entretanto, utilizados por todos.  Nas ruínas de Pompéia pode-se ver que as refeições eram tomadas tanto dentro quanto fora de casa, sempre em torno de braseiros, sobre os quais se penduravam os caldeirões. Os fornos de barro eram empregados quase sempre para se assar os pães. O processo era o de se colocar a lenha dentro do recinto, retirando-se o braseiro quando se introduziam os pães crus. Os alimentos doces e azedos eram os preferidos. O vinagre, frutas e mel eram ingredientes básicos. É sabido, hoje, que os romanos dos primeiros tempos tomavam uma só refeição principal diária, geralmente o almoço (cena). Pela manhã, não era usual se alimentarem e, quando o faziam, comiam um pedaço de pão e água. Denominavam esta refeição como ientaculum. Um tipo de lanche noturno diário era conhecido como vesperna. Alguns séculos depois o jantar passou a ser a principal refeição, e o prandium (almoço) era constituído por uma refeição ligeira.
Podem ser descritos, com segurança, os alimentos mais comuns entre os antigos romanos. São excepcionalmente diversos: açafrão, aipos, alcachofras, alfaces, alho, ameixas, amêndoas, anchovas, aspargos, atuns, avelãs, azeite, azeitonas, cabritos, camarões, carnes de boi, carnes de porco, carnes de vitela, carpas, cebola, cenouras, cerejas, chicória, coelhos, cogumelos, cominho, cordeiro, damascos, endívias, enguias, espinafres, esturjões, faisões, figos, frutos do mar, galinhas de Angola, galinhas, gamos, grãos de bico, lagostas, lebres, leites de diversos animais, lentilhas, linguados, maçãs, mel, menta, mostarda, nozes, ovos, patos, pêras, perus, pinhas, pistaches, polvos, pombos, queijos, rabanetes, sal, salmão, sardinhas, trufas, trutas, uvas e vinagre.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Vestuário - Roma Antiga



Roma recebeu influências gregas no seu vestuário. A TOGA, sua principal vestimenta, se assemelha ao HIMATION. Os romanos usavam a túnica e por cima a toga, que era extremamente volumosa e denunciadora do status social. O tamanho e a cor diferenciavam a condição de prestígio ou a função do usuário. Pessoas mais simples como os trabalhadores, plebeus, escravos e até mesmo os soldados do exército, muitas vezes só usavam a túnica.

Existiam diferentes tipos de togas conforme a função social e a idade:
* A toga viril era utilizada pelos meninos dos 14 aos 17 anos, de tecido branco e muito simples usadas em ocasiões formais;
*A partir dos 17, os rapazes usavam a toga virilis, o que significava a entrada na vida adulta e o começo do uso era marcado por uma cerimônia;
* a pueril era igualmente branca mas mais curta.

  


Debaixo das togas os homens usavam uma túnica de linho. Outra túnica usada e muito interessante era a brilhante, na qual eles passavam sobre o tecido um giz branco que a deixava com esse efeito. Era usada pelos candidatos a cargos públicos para chamar a atenção nos discursos. Havia ainda a toga praetexta, que possuía uma tira na cor púrpura em sua borda e era usada por alguns magistrados, pelo imperados em ocasiões especiais e pelos pré-adolescentes. A indumentária era tão normalizada que infringir suas regras era crime.
Tipos de túnica:
* Cândida: candidatos e cargos públicos;
* Sórdida: luto;
* Dalmática: com mangas (igreja);
* Palmata: bordada com palmos;
* Recta: para o casamento.
 
As mulheres usavam a túnica longa e algumas vezes usava com stola sobre( outro tipo de túnica onde a diferenciação está nas mangas). A peça usada pelas mulheres correspondente a toga era a pella, uma espécie de manto com o formato retangular. Os novos corantes e tecidos permitiam que as mulheres ricas de Romausassem estolas( uma peça sobreposta comprida e ampla) de algodão azul da Índia ou talvez de seda amarela da China.
Os romanos não tinham por hábito cobrir as cabeças, a não ser por ocasião de viagem, podendo assim colocar o petasus, um chapéu de abas largas ou usar o cucullus, tipo um capuz. Entre as mulheres existia o hábito de cobrir-se com a palla( um manto comprido que chegava até os pés) quando se deixava a casa. As viúvas usavam o ricinium, uma espécie de xale.

Cabelos penteados e decorados com tiaras de ouro, tecidos e presilhas

Pênula: manto com capuz

Sabe-se pouco sobre as roupas de interior. As mulheres utilizavam uma faixa de linho no peito (mammilia) e uma colocada em volta dos rins ( subligaculum).
Intuala: tunica íntima;
Estola: de corte igual ao da túnica íntima, porém com mangas longas e amarradas de diversas maneiras;

Palla: manto para se jogar sobre os ombros;

Os materiais das joalharias mais utilizados eram: ouro, prata, predas preciosas e semi-preciosas, cobre, bronze e ferro. As mais apreciadas, no entanto eram as pérolas. Os símbolos mais usados eram: o cupido, aves e mitológicos.